Publicado por: warleyrossi em: Agosto 21, 2009
A chuva lá fora,
forte e incesante, que invade
O Frio através destas janelas
velhas de mandeira
Envolve,
nos corre o corpo
faz querer acolher e me acolher
Toma o quarto
até iguala-se a luz fria que brota do abajú
me toca de leve a pele,
hora julgo desnecessário, sabendo porém:
deixa uma inesplicável sensação de calmaria,
de paz
Há um momento que posso ouvir
tocar o mar, e
sobre as telhas de argila,
ao relento,
ganha vida nas luzes dos postes
Por fim, de repente:
- Bom dia.
Publicado por: warleyrossi em: Julho 30, 2009
Pela cidade, eu posso ver
a clareza e o óbvio das tuas luzes,
as vielas guardam com si sorrateiramente
uma face, de um mal ou de um bem,
afinal quem saberia discernir tal
Com efeito, observo através
da falsa sensação de pureza,
as tais vidinhas e avenidas
que se modelam
com a velocidade com que caminho
Num instante posso me ver,
paira um silêncio, semitônico,
longo, mas breve e em pouca luz
Numa película fatídica
que ilustra minhas fantasias
me esvazio de ti,
inconformado, logo após um fim.
(29 de Julho de 2009)
Publicado por: warleyrossi em: Setembro 23, 2008
É tão presente
murmúrios, ruídos lá fora
emerge do continuo soar
entre um pingo e outro
Lá fora
aqui a chuva me acalma
sinto apenas o tempo passar
numa ida e vinda sem cessar
sob a luz daquele abajú
O calor
é vivo o tempo todo,
tu ao meu lado
faltando apenas sorrir.
Publicado por: warleyrossi em: Setembro 17, 2008
“
…uma rosa aberta com o orvalho da manhã,
um caminho bem imenso
para que a dor se canse de tanto andar
e o pensar se esqueça de tão grande lembrar.
…o perfume colhido
ao anoitecer das coisas tristes sem amanhã.
“
Publicado por: warleyrossi em: Setembro 17, 2008
Não há expresso
conversa
depressa, despesso
que não a peça.
Não haverá “longinguo”
confuso
ou omisso
que não a queira.
Há dor no mundo
surdo, mudo
que o tem.
Me isento de todo o tempo
passado ou desnudo
que não te tenha.
Publicado por: warleyrossi em: Setembro 17, 2008
Uma coisa a gente aprende,
uma hora a dor há de ser necessária.
Pra nos lavar a alma,
doer as feridas,
pra nao encontrar cura.
Se vc diz:
“o tempo irá curar”,
entenda que o tempo é o teu,
será você a manipular suas lacunas.
Uma pergunta a cerca
do seu entedimento de vida,
fará compreender cada ato errado
que precisará ser dado.
Me falta essa existência agora,
e não tê-la, ainda que a possa ver.
Publicado por: warleyrossi em: Setembro 17, 2008
Para cada antes de uma tarde que pudesse comtemplar,
eu me punha desbruçado de frente ao sol a espera que
pudesse me tornar algo melhor.
Não me importava se meu dia terminaria tão breve
ou há um pouco mais.
Sentia-me tão inteiro, mas esvaziava-me sempre
após as cinco e meia da tarde.
Publicado por: warleyrossi em: Setembro 8, 2008
Dentre todas as coisas que puder ter
não tive amor
não tive a mim mesmo
não estive em teus olhos.
Banhei o rosto no mar salgado
e a boca na tua face.
Puder saber de tudo
Mas me basta você
Basta-me a mera lembrança
de passar meus dias
encubido a viver você
a ser mais você do
que tudo que já desejei.
[ Warley Rossi | 22 de Fevereiro de 2007 ]
Publicado por: warleyrossi em: Junho 4, 2008
Lembro que quando criança aprendemos que o sentindo da palavra “fim” ou “final” é sempre o encerramento de algo.
Verdade?
Não, é mentira!
Juro que depois de entrar para publicidade descobri que o fim na verdade não existe cara! Mandamos layouts para aprovação geralmente “nome do arquivo_cliente_FIM.jpeg”, em seguinda surge alteração e começa a sequências de “FIM´s”. Juro que hoje mesmo mandei um arquivo assim: “nome do arquivo_cliente_Versão ATREIO.jpeg”.
PS: Para quem não entendeu, ATREIO era o nome daquele cachorro enorme que voava no filme História Sem Fim, que passava na Sessão da Tarde lembra?! Pois então, já passava da 14º alteração, tinha que ser hilário mesmo!
Bem, espero que muitos de vocês achem o FIM para seus Jobs infinitamente sem fim´s. Boa sorte!