Publicado por: warleyrossi em: março 31, 2010
“Mas a verdade é que tenho encontrado velhos que se expressam de maneira muito diferente. Certa vez, indagaram ao poeta Sófocles, em minha presença: — Qual é tua opinião a respeito do amor, Sófocles? Ainda te julgas capaz de amar? E ele respondeu: — Falemos baixo! Libertei-me do amor com o prazer de quem se [...]
Publicado por: warleyrossi em: março 31, 2010
“…parti há 3 anos e retorno aos cais que parti, trazendo comigo as velhas lembraças e desejos, ainda de minino, algumas mais maduras. Mas torno a sentir o gosto da partida novamente, quase como que numa mesma face. Permanecerei muito breve, o bastante para sentir o amargo gosto, e talvés, pela última vez.” (parte de [...]
Publicado por: warleyrossi em: março 13, 2010
Adoraria levantar, “agora mesmo!”, dentre a noite quente descer ruas e avenidas. Bucar a poesia ainda viva em seus olhos. Aqui dentro, tenho convicçao de que nada mais irá me assolar. Nem saudade, nem felicidade. Ficarei constante e dispeso, sob luz, e quando ao menos se apagar nada direi, não haverá nada a dizer, não [...]
Publicado por: warleyrossi em: março 13, 2010
O dia tão claro, contrário às minhas razões obscruras e cheias de saudades. Minha alma, carcerado a um limbo carnavalesco, envolto em lantejoulas. Estou em tuas ladeiras, sob tuas tardes Ainda olho pra céu certo em conter os olhos, mas rego teus paralelepipedos. Me terás para sempre, sentado em tuas esquinas ou a caminhar a [...]
Publicado por: warleyrossi em: março 13, 2010
E por fim, as forças se esvaecem sento-me, agora só a observar. São tantas, cada qual com sua máscara, o sol escorre por tuas ladeiras, suave, inerte. Olhos turvos, não posso mais destinguir não as vejo mais, não mais fantasias, mas sonhos, lembraças, desejos. Tudo o que posso tocar tem você em essência. E afinal, [...]
Publicado por: warleyrossi em: março 9, 2010
Preciso desatar os nós andar sozinho, descalço. Sentir o mundo, ainda sob meus pés, saber que ainda posso caminhar vagarosamente. Empilhar tijolos a tua frente, libertar meus pensamentos, alheios ao tempo ou dor. Não importa o que farão, ficarei ca, a espera da tua presença ou que voltem sem a tua.
Publicado por: warleyrossi em: março 8, 2010
Deito-me em meu leito azul, infinito, turquesa, assemelha-se ao céu. Posto sobre uma luz acesa e vivaz, que se contorsse num balé suave. Há uma sensação aguda de que estou em meio ao caos, ouço-me lá fora, agonizando, tentando respirar. Mas não há, não há ar, nem chama para queimar. Me pego olhando através desta [...]
Publicado por: warleyrossi em: março 8, 2010
Um verde absoluto, hidratadas como em lágrimas. Anseios de vida, de mais vida até o infinito, pudera ver encharcadas da noite raiam brilhantes como teus olhos eram. Se despedem da noite fria, masjestosas. Mergula imponete, banha sua aurea num mar, revolto e solitário ao fim do dia contemplado por olhos curiosos, desatentos a vida aqui [...]