Warley Rossi | Textos e Ensaios

Seu Augusto

Publicado por: warleyrossi em: janeiro 12, 2011

Sento-me aqui para escrever, conveniente a um velho rabujento. Uma caneta esquecida e umas sobras de papel. Ah maldita caneta que me falha, já gasta pelo tempo, encontrar outra nesta bagunça seria como achar alguns cruzeiros na rua.

Há algum tempo perdi a capacidade de olhar pro mundo de maneira óbvia. Ao cair da noite, saem as velhas corujas, e as luzes vermelhas dos automóveis não expressam mais calor. Não detêm mais a singularidade da velha paixão em si. São agora como entes queridos, quase monocromáticos, dispotos nas paredes da sala. Beirando um corredor, com cheiro dormido de mófo, tão longo quanto possa caminhá-lo.

Num incômodo zunido das cigarras recordo o prazer de não mais falar a sós. Tu nesse tempo, quizestes ter tantos nomes, e tantos te deram. Ah saudade.

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  • Mari: MAZAH.
  • warleyrossi: ate a hora chegar, ficamos cá nós né, descalços.
  • mary: chega uma hora que todos nos temos que andar com as proprias pernas neh?!

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